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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Coisas da vida (2)

Envergando um blusão de coiro amachucado, o Pedro passeava-se pela cidade, em cima de uma moto velha. Declarava-se ateu, dissoluto e perverso. Eu tinha finalmente encontrado o meu Byron "bad, mad and dangerous to know". Fora dele, nada existia.
Maria Filomena Mónica, Bilhete de Identidade.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Ser mulher

Ser mulher é hoje menos determinante do que há setenta anos, mas estamos longe de ter atingido um nível aceitável de igualdade. Quando nasci, a preferência dos pais por um rapaz era evidente. Veja-se o que a minha mãe escreveu, a 2 de Agosto de 1943, tinha eu sete meses, no livro intitulado História do Bebé: "Enquanto estava à espera dela, pedia a Deus que o meu filho - nessa altura queria um rapaz - tivesse saúde, inteligência, carácter e vontade e que, se fosse uma menina, também gostaria que fosse bonita." Era assim o mundo em que fui criada.
Maria Filomena Mónica, Bilhete de Identidade.