When natural philosophy began to slowly develop into physics and other natural sciences, learned speculation in the human domain did not immediately follow suit. But it too gradually developed into what we now call the social sciences, and the study of language was one of the earliest adopters of the new methods. Its practitioners would pore over ancient texts written in long-dead languages and long-forgotten scripts, and compare them ever more systematically. This led to a breakthrough in the late 18th century, when there emerged new ideas about the historical origins of modern languages. Most of these ideas have stood the test of time.Uma incursão divertida pelo estudo mais ou menos amador, ao longo dos séculos, daquilo que viria a ser a linguística, aqui.
But the budding discipline did not merely come up with new answers, it also changed the questions. Scholars of yore, when reflecting upon language, would wonder things such as: which of the contemporary languages was spoken by the first man? Which one is superior to the rest? And which of the human tongues deserves the label ‘divine’? Modern linguists will not touch those with a 10-foot pole. The oldest language is unknowable, but it was certainly different from anything spoken today. The ‘best’ language is impossible to define in any meaningful way. And as for ‘divine’ – the very word is meaningless in relation to languages, except in a cultural sense.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017
O ofício
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Coisas que foram caindo em desuso - 11
O ACORDO ORTOGRÁFICO foi uma aventura – em parte bem-intencionada -- que se deixou levar demasiado longe. Na discussão têm fervilhado as proclamações e os equívocos. Ninguém está livre deles. Não tenho a pretensão de exprimir verdades absolutas. Mas agora que o assunto vai à Assembleia da República, talvez consiga ser útil com algumas modestas observações à margem, fora de argumentários, gesticulações e vozearias. De notar que, seja quais forem as posições tomadas, há, de um e do outro lado, PESSOAS que merecem respeito e cujo apreço pela Língua Portuguesa não pode ser posto em causa.
1 - Nem tudo o que muda é progresso. Uma amputação é uma mudança. O apodrecimento também é um processo de transformação. Mas mudar para pior não é progresso, é regresso. Parece-me equivocado colocar as «simplificações» e as «uniformizações» do lado das aspirações sociais. Diminuir o alcance de um texto (cerceando-lhe a memória histórica, por exemplo) é empobrecer quem o lê. E isso não é «moderno», muito ao contrário, é uma limitação à liberdade.
2 – O chocalhar de quinas, sabres e castelos, com gritos de «sus! A mim!», como se a Pátria imemorial estivesse ameaçada e as cinzas dos nossos maiores estremecessem nos seus túmulos, parece-me que vem em má ocasião. Não é isso que está em causa. Ninguém pretende desacatar D. Afonso Henriques. 3 – Alguns escritores e outros práticos da Língua pensam (como Saramago disse a propósito de uma tentativa de acordo ainda pior) que «isso é coisa para revisores». Eu tenho uma enorme estima por revisores, com quem venho aprendendo muito. Têm-me poupado alguns deslizes e até dispensado – o que muito agradeço – de me exasperar com minudências e ambiguidades não raro antipáticas. Ao contrário do que pensa a sabedoria popular (com a sua atávica propensão para o erróneo), os escritores não têm que papaguear a gramática de cor. Mas a gramática não serve apenas «para dar o pitoresco» como ironizava Mark Twain. Valerá a pena, pelo menos, dar notícia de um desconforto.
4 – O que não vale a pena é bramir, vociferar, pôr-se aos encontrões e transformar a questão em matéria de claque clubística, na disputa pelo alarido mais ruidoso.
5 - A língua é uma realidade entranhada, que evolui e se transforma em interacção com as transformações sociais e históricas, e de acordo com as suas próprias leis (às vezes misteriosas). Não me parece adequado usá-la para experimentações. «Pesquisas fazem-se em casa, já dizia a minha avozinha que era escritora» escreveu algures Alexandre O’Neill. Impõe-se a máxima cautela quando se toca em aspectos relacionados com um uso quase milenar e com um corpus literário apreciável. A ortografia não é tão neutra como se pensa. Os matizes, as deslocações de sentidos são de uma extrema sensibilidade.
6 – Tremendo e custoso equívoco tem sido considerar-se que as questões da língua são com os linguistas. A derivação «língua>linguista» leva muitas pessoas, com bom ânimo, a fiar-se nas aparências e a pensar que os linguistas estão na primeira linha da discussão sobre a Língua. O engano ainda cresce com a invocação de alguns nomes prestigiadíssimos (e com razão) naquela especialidade. Não é o caso, como parece evidente, do Doutor Casteleiro. Trata-se, no meu entender, de um erro completo. Talvez eu consiga explicar isto melhor com exemplos: Um osteopata que saiba tudo sobre o esqueleto humano está preparado para dar consultas de psiquiatria? Um engenheiro naval, hábil em desenho, está apto a comandar um navio? Enfim, confiariam um batalhão a um historiador militar? Note-se que eu não tenho nenhum rancor a linguistas. Muito ao contrário. Por alguns – que até poderia nomear – tenho uma afectuosa admiração. Mas chega a ser injusta para eles a responsabilidade que lhes tem sido atribuída nesta questão ortográfica.
7 – Infelizmente, não é pela ortografia que o Português de Portugal e do Brasil divergem. Esta talvez seja, até, a disparidade mais insignificante. Não vale a pena estar a trazer para aqui exemplos que são do domínio público e só não os vê quem não quer É um problema sério para que eu não tenho soluções e que merecia ser ponderado, calmamente, cautelosamente, por quem tivesse os necessários saber, experiência e perícia. Um ou outro linguista, creio, seria até bem vindo a esse trabalho.
8 – Tem aparecido com alguma frequência o fantasma do «conformismo». Que as pessoas estariam acostumadas a escrever de certa forma e existiria um lastro de inércia, inimigo das melhorias e transformações, sempre a puxar à retaguarda… Esse argumento é utilizado precisamente pelas pessoas que já se acomodaram à prática do acordo ortográfico (nas escolas, nos jornais, etc.) e têm medo de que as façam estudar de novo. Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Bastam, de facto, umas noções elementares daquela etimologia que fizeram desaparecer das escolas, não se sabe a que propósito. Porventura certo desprezo subliminar pelo ensino de massas, pois, em algumas almas, tratando-se de educação para pobres, «para quem é, bacalhau basta».
Acho que se vai a tempo de reconsiderar. Desmobilizar a aventura. Acredito que os custos da manutenção do acordo viriam a ser mais graves que os da suspensão. Não há pressa. E não gostaria de ver os defensores do acordo na posição de vencidos que grande parte deles, pela sua boa-fé, não merece.
E aqui ficam estes pontos que espero contribuam um pouco para a discussão serena do Acordo Ortográfico. O meu propósito, não sei se conseguido, é evitar as toadas agressivas que por aí têm chegado quase ao destempero.
1 - Nem tudo o que muda é progresso. Uma amputação é uma mudança. O apodrecimento também é um processo de transformação. Mas mudar para pior não é progresso, é regresso. Parece-me equivocado colocar as «simplificações» e as «uniformizações» do lado das aspirações sociais. Diminuir o alcance de um texto (cerceando-lhe a memória histórica, por exemplo) é empobrecer quem o lê. E isso não é «moderno», muito ao contrário, é uma limitação à liberdade.
2 – O chocalhar de quinas, sabres e castelos, com gritos de «sus! A mim!», como se a Pátria imemorial estivesse ameaçada e as cinzas dos nossos maiores estremecessem nos seus túmulos, parece-me que vem em má ocasião. Não é isso que está em causa. Ninguém pretende desacatar D. Afonso Henriques. 3 – Alguns escritores e outros práticos da Língua pensam (como Saramago disse a propósito de uma tentativa de acordo ainda pior) que «isso é coisa para revisores». Eu tenho uma enorme estima por revisores, com quem venho aprendendo muito. Têm-me poupado alguns deslizes e até dispensado – o que muito agradeço – de me exasperar com minudências e ambiguidades não raro antipáticas. Ao contrário do que pensa a sabedoria popular (com a sua atávica propensão para o erróneo), os escritores não têm que papaguear a gramática de cor. Mas a gramática não serve apenas «para dar o pitoresco» como ironizava Mark Twain. Valerá a pena, pelo menos, dar notícia de um desconforto.
4 – O que não vale a pena é bramir, vociferar, pôr-se aos encontrões e transformar a questão em matéria de claque clubística, na disputa pelo alarido mais ruidoso.
5 - A língua é uma realidade entranhada, que evolui e se transforma em interacção com as transformações sociais e históricas, e de acordo com as suas próprias leis (às vezes misteriosas). Não me parece adequado usá-la para experimentações. «Pesquisas fazem-se em casa, já dizia a minha avozinha que era escritora» escreveu algures Alexandre O’Neill. Impõe-se a máxima cautela quando se toca em aspectos relacionados com um uso quase milenar e com um corpus literário apreciável. A ortografia não é tão neutra como se pensa. Os matizes, as deslocações de sentidos são de uma extrema sensibilidade.
6 – Tremendo e custoso equívoco tem sido considerar-se que as questões da língua são com os linguistas. A derivação «língua>linguista» leva muitas pessoas, com bom ânimo, a fiar-se nas aparências e a pensar que os linguistas estão na primeira linha da discussão sobre a Língua. O engano ainda cresce com a invocação de alguns nomes prestigiadíssimos (e com razão) naquela especialidade. Não é o caso, como parece evidente, do Doutor Casteleiro. Trata-se, no meu entender, de um erro completo. Talvez eu consiga explicar isto melhor com exemplos: Um osteopata que saiba tudo sobre o esqueleto humano está preparado para dar consultas de psiquiatria? Um engenheiro naval, hábil em desenho, está apto a comandar um navio? Enfim, confiariam um batalhão a um historiador militar? Note-se que eu não tenho nenhum rancor a linguistas. Muito ao contrário. Por alguns – que até poderia nomear – tenho uma afectuosa admiração. Mas chega a ser injusta para eles a responsabilidade que lhes tem sido atribuída nesta questão ortográfica.
7 – Infelizmente, não é pela ortografia que o Português de Portugal e do Brasil divergem. Esta talvez seja, até, a disparidade mais insignificante. Não vale a pena estar a trazer para aqui exemplos que são do domínio público e só não os vê quem não quer É um problema sério para que eu não tenho soluções e que merecia ser ponderado, calmamente, cautelosamente, por quem tivesse os necessários saber, experiência e perícia. Um ou outro linguista, creio, seria até bem vindo a esse trabalho.
8 – Tem aparecido com alguma frequência o fantasma do «conformismo». Que as pessoas estariam acostumadas a escrever de certa forma e existiria um lastro de inércia, inimigo das melhorias e transformações, sempre a puxar à retaguarda… Esse argumento é utilizado precisamente pelas pessoas que já se acomodaram à prática do acordo ortográfico (nas escolas, nos jornais, etc.) e têm medo de que as façam estudar de novo. Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Bastam, de facto, umas noções elementares daquela etimologia que fizeram desaparecer das escolas, não se sabe a que propósito. Porventura certo desprezo subliminar pelo ensino de massas, pois, em algumas almas, tratando-se de educação para pobres, «para quem é, bacalhau basta».
Acho que se vai a tempo de reconsiderar. Desmobilizar a aventura. Acredito que os custos da manutenção do acordo viriam a ser mais graves que os da suspensão. Não há pressa. E não gostaria de ver os defensores do acordo na posição de vencidos que grande parte deles, pela sua boa-fé, não merece.
E aqui ficam estes pontos que espero contribuam um pouco para a discussão serena do Acordo Ortográfico. O meu propósito, não sei se conseguido, é evitar as toadas agressivas que por aí têm chegado quase ao destempero.
Vamos com calma.
- Mário de Carvalho, aqui.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Shitstorm
It is used by the highest and lowest in the land and when Chancellor Merkel used it at a public meeting, nobody batted an eyelid.
Sobre a origem da suposta escatologia teutónica, leia-se o ensaio de quem sabe.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Coisas que foram caindo em desuso - 6
“Janela”, em italiano e também em português antigo, é “gelosia”. E qual seria a relação, além daquela estritamente sonora, entre “gialosia” e “gelosia”? Fácil. Vejamos a definição de gelosia no dicionário: “Grade de fasquias de madeira que se coloca no vão de janelas ou portas, para proteger da luz e do calor, e através da qual se pode ver sem ser visto”. Qualquer semelhança com ciúme ou com zelo não é mera coincidência.
Dizem que a “gelosia” como “janela” vem do árabe. Era um tipo de proteção que os maridos árabes utilizavam para que suas mulheres não fossem vistas por quem passava do lado de fora, sem precisar fechar a janela. A etimologia, como acaba de ser demonstrado, está muito mais próxima da psicanálise do que poderíamos imaginar. Afinal, quem senão um ciumento, disfarçado de zeloso, pede para instalar em sua casa, onde mora uma linda mulher, uma gelosia?
Isso tudo porque, na origem, as palavras estão mais ligadas ao mundo concreto do que na atualidade, em que as abstrações acabam gerando distâncias maiores entre as palavras e as coisas. É só procurar duas palavras aparentemente desconexas e ver que na origem elas eram iguais, para descobrir uma relação oculta entre elas."
- Noemi Jaffe aqui.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 23 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
A winding road
terça-feira, 25 de setembro de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
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