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domingo, 3 de dezembro de 2017

The Childs

Paul Child/The Schlesinger Library, Radcliffe Institute, Harvard University, Julia on the telephone. Aubazine, France, 1952.
The Childs met while serving in the Office of Strategic Services, the precursor to the Central Intelligence Agency, leading them to various postings around Europe. But it was Paris, where they arrived in 1948, that captured their hearts. 

“Apart from our official lives — cooking and government — the other things we do fall into fairly repetitive categories whose two main divisions are, being entertained and entertaining others,” Mr. Child wrote to his twin brother, Charlie. “Sometimes when we’re being entertained it isn’t people, but just Paris herself who acts as hostess.”


 Os fãs de Meryl Streep conhecem a história - viram o filme -, os outros podem lê-la aqui
Todos merecem o livro este Natal.

terça-feira, 5 de março de 2013

Era uma vez, a vida


Elliot Erwitt, Mother and Child, NY City, 1953.
Ellen tinha nascido há seis dias quando o pai lhe tirou esta fotografia. Elliott Erwitt, o pai, tinha 24 anos e acabara de abandonar o Exército. A imagem foi captada no Verão de 1953, no Upper East Side de Manhattan. Ganhou um prémio na altura, mas Elliot declinou a distinção, pois a mesma implicava a perda dos direitos de autor sobre a fotografia da sua mulher e da sua filha, na companhia do gato Brutus. «Foi provavelmente das decisões mais inteligentes que tomei na vida», disse Erwitt, acrescentando que os direitos desta fotografia pagaram várias vezes a educação de Ellen. Mother and Child tornou-se uma das imagens mais reproduzidas da época, figurando na célebre exposição Family of Man, organizada em 1955 por Edward Steichen. 
 A mãe que contempla a recém-nascida era uma refugiada, Lucienne Matthews. O casal divorciar-se-ia poucos anos depois, ficando Lucienne com quatro crianças a cargo. Quatro crianças, que tinham entre um e sete anos. Na Europa, vivera sob o domínio nazi nos Países Baixos e, segundo conta um dos seus filhos, o fotógrafo Misha Erwitt, em casa eram conhecidas as histórias da fome que passou num orfanato, nas mensagens que escondia nos livros de escola e passava à resistência holandesa, do dedo esmagado por uma espingarda nazi. Sozinha, criou os quatro filhos, arranjando vários empregos, o mais duradouro dos quais como funcionária da Pan Am. Depois de os filhos crescerem, voluntariou-se para dar aulas de inglês a filhos de imigrantes e adoptou duas crianças vietnamitas que a tratavam por «Avó». O gato Brutus, que se vê na fotografia, era apenas mais um entre os vários animais abandonados que Lucienne trazia para casa. Lucienne teve doenças graves, criou sozinha quatro filhos, adoptou outros dois. No final da guerra, não tinha ninguém, toda a sua família desaparecera. Na América, criou uma família com Elliott, e depois sem ele. The Family of Woman. Segundo o fotógrafo, Mother and Child foi apenas um «instantâneo», mais um dos muitos snapshots que o celebrizaram. Não vou divagar sobre a beleza pura desta imagem, nem sobre a delicadeza da luz ou sobre a sua composição perfeita. Muitos outros já o fizeram, e muito melhor do que eu. Para o autor, aliás, tudo não passou de um «instantâneo», que captou por mero acaso. Erwitt é muitas vezes desvalorizado como fotógrafo, sendo considerado demasiado frívolo ou excessivamente óbvio. Mas digam o que disserem, esta é uma das mais comoventes madonnas que o século XX produziu. "

- António Araújo aqui.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sobre Herbert List *

Onda de sol, verso de ouro
perífrase vã. Extasiar-me,
antes, por esta fusão,
mistura de brilhos. Ou, ainda
mais íntima, a consciência
extensa como o céu, o corpo de tudo,
semelhança absoluta. Respirar
na quebra da onda. Na água,
uma braçada lenta
até ao limite de mim.

Fiama Hasse Pais Brandão (1938 - 2002)


Mais aqui. *

sábado, 17 de março de 2012

Gente gira - 7

Mel Ferrer, Audrey Hepburn e Truman Capote, s/a, s/d

Houve uma altura, quando ainda saíamos os quatro, em que eu e os meus irmãos, mais por pedido incessante, e mais ou menos impositivo, dos mais novos do que por premência, não passávamos sem tirar fotografias palermas no photobooth à saída do cinema. Divertia-nos as tirinhas que saíam no fim com as nossas figurinhas minúsculas. Lembro-me que cheguei a andar com umas quantas na carteira, no tempo em que se andava com fotografias na carteira. Quando digo que eram palermas o que quero dizer é que o nosso objectivo era gravar para a posteridade as caretas possíveis naquele momento, nunca posámos assim solenes e garbosos como os três da foto que encima este post. Outros tempos...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012