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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Papar tudo

Um museu de Lisboa, para mim o melhor e mais bonito (é o que fica às janelas verdes, pois...) posta uma imagem da Anunciação com a correspondente frase latina de quase todos conhecida e recorre à tradução da Bíblia Grega, de Frederico Lourenço, académico que estudo, estimo e admiro por todas as razões, para dar a conhecer aquela frase aos gentios. Foi ontem, o dia em que o Cristiano Ronaldo marcou o golo que a Juventus aplaudiu.

Trocando por miúdos: uma pessoa está no restaurante e trazem-lhe o mais delicioso bacalhau espiritual, garantindo que é a mais deliciosa carne de porco à alentejana. (Pratos escolhidos por mim ao acaso, mas que estão no topo das minhas predilecções gastronómicas.) São ambos pratos excelentes, mas um não é o outro. Não pode ser. Os sabores são tão diferentes quanto os diferentes ingredientes, tempos e modos de preparação. Não importa quão esmerada tenha sido a confecção, não importa o currículo do chefe, nem sequer importa que tudo seja comida, tudo se digira, assimile e desassimile. Que diria se isto lhe acontecesse num restaurante? Eu, de mim para mim, digo you should have known better, por que não viste o jogo do Cristiano?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Querido Diário

Em faculdade alheia neste início de ano.
Grupos de praxistas nos portões, à entrada do bar, da biblioteca, da casa-de-banho, olham-me inquisidores, mas sem perguntar.
Penso: Meninos, há 18 anos que não sou caloira.

sábado, 2 de setembro de 2017

Real life

Just as factory designs came to dominate entire cities, we’re now seeing the principles of the edufactory envelop the entire knowledge industry, reshaping cities to accommodate life-long learner-freelancers. In terms of abstract architecture, this sort of smart city manifests itself not necessarily as a mesh of interconnected “internet of things” devices but rather in the form of  university campuses, startup villages, and co-working spaces where large, flowing halls connect academic departments, dorms, recreational facilities, shops, and cafeterias, thereby collapsing traditional boundaries between work and leisure, studying and networking, production and consumption, research and entrepreneurship, designer and end-user, public and private life.

This kind of space, Aureli suggests, “reflects the state of precariousness” of the “dislocated researcher whose self-promotion is the result of the lack of economic support and social security.” On the surface, their “openness and self-organization” seemingly promote “‘progressive’ tendencies, but in fact enact capitalism’s total exploitation.” This suggests that our existence and self-promotion on social media networks like Facebook has nothing to do with narcissism but rather with insecurity. Just as wheat and abstract architecture domesticated humans, so has social media. Our lives become subjected to the demands of our profiles.
 Hanna Hurr, Panic City.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Phenomenal Woman

Maya Angelou (4 de Abril 1928 - 28 de Maio de 2014)

Now you understand
Just why my head’s not bowed.
I don’t shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing,
It ought to make you proud.
I say,
It’s in the click of my heels,
The bend of my hair,
the palm of my hand,
The need for my care.
’Cause I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

— Maya Angelou, Phenomenal Woman.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A winding road


Pentti Sammallahti, “Sandö, Finnland”, 1975

Ontem no regresso de Santiago perdemo-nos. O desvio de 11 quilómetros para Vigo baralhou o gps e o regresso fez-se pela Serra do Galinheiro. Ou então, o destino, o universo, o meu Deus, quis falar-me. Às escuras, à chuva, ao vento, uma clareira aqui, os melhores tons do Outono pesado ali, vegetação serrada, piso irregular e escorregadio, um caminho duríssimo sem saída nem retorno. 15 quilómetros depois, chegados ao que parecia ser o mais dentro da montanha, re-programámos o gps para o caminho inverso.

Às vezes, o melhor mesmo é voltar atrás e começar tudo de novo.