sábado, 9 de fevereiro de 2013

My generation

1. There are generations, and cities, and peoples,
Sad and old –
That left us no great masterworks,
But - a few pots!

2. In a museum a lady stands with a parasol
Before such a pot;
While in Sicily (even though Polish!...) she doesn’t know
Upon whom she treads!...

3. When peoples – you’ve no pity about their fate
In epoch’s chasms –
Vanish –
like the butler who serves the plate
To the esteemed Madame.

- Day 3, year 1869.

 Cyprian Norwid, Poems

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Coisas que foram caindo em desuso - 5

"Não, obrigado. Chamo aristocratas às pessoas como eu, que podem reivindicar para si três ou quatro gerações de pessoas, honestas, instruídas, cultas (não falo dos dons do espírito, isso é outra coisa), que, não tendo tido nunca necessidade de ninguém, nunca se baixaram diante quem quer que fosse. Assim foram meu pai e meu avô. E conheço muitas famílias semelhantes. Tu presenteias com trinta mil rublos um Riabinine e achas mesquinho que eu conte as árvores dos meus bosques. Mas tu hás-de ver um dia confiarem-te um arrendamento do governo e não sei que mais, o que eu nunca obterei. Aqui tens a razão por que cuido dos bens que meu pai me deixou e daqueles que angariei com o meu trabalho... Nós é que somos os aristocratas, e não aqueles que vivem agarrados aos poderosos deste mundo e por pouco se deixam comprar..."


Anna Karenina, Leo Tolstoi, Trad. José Saramago