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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Replicant Amazon
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
A Aula de Música
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Anacronismos
Fui esta tarde a um lançamento de um livro de natureza académica sobre coisas da vida que tenho como reais, factuais: já estive, por mais do que uma vez, na presença da maior parte dos seus agentes, e pude constatar que sim, vivem o que escrevem. Dei por mim a pensar nos quase quatrocentos quilómetros de distância que vão do Porto a Lisboa. Quatrocentos quilómetros que correspondem a outros tantos anos-luz, ou mais, de conhecimento de certas realidades. No norte hipotetiza-se, questiona-se se porventura, não se sabe se se pode considerar que, se existirá, o que em Lisboa se é, porque se fez lá atrás, lá atrás. Fiquei triste. Há um fosso tão grande entre o norte e a capital, a academia e o Estádio, nós aqui e eles lá em baixo, muito, mas muito mais, à frente. Sempre achei provinciana a necessidade de migração da minha geração para a capital. Sempre me orgulhei das várias capitais que me foi dado habitar, das minhas várias casas, do meu cosmopolitismo, da adaptação a todo-o-terreno inscrita na condição de ilhéu.
E, contudo, eu sabia que um dia ia arrepender-me de ter feito as malas, de ter uma ética, de ter recusado ser carneiro em Lisboa. Esse dia foi hoje.
E, contudo, eu sabia que um dia ia arrepender-me de ter feito as malas, de ter uma ética, de ter recusado ser carneiro em Lisboa. Esse dia foi hoje.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Custe o que custar.
O problema da expressão Custe o que custar. está antes de mais no modo, o conjuntivo. Neste tipo de juízo e instâncias similares, o conjuntivo tem um valor deôntico, de dever, através do qual o enunciador procura agir sobre o seu interlocutor, impondo a realização da situação representada na proposição, num tempo necessariamente posterior ao da emissão do juízo. A este valor modal acresce frequentemente também a elisão quer do interlocutor, quer do deíctico referente ao núcleo proposicional. Ou seja: Custe o que custar. tem força de lei; é indefinido; e é impessoal.
Mas mesmo quando o enunciado não é indefinido, quando o referente está expresso, isso, isto, aquilo, x, y, z, mas o conjuntivo subsume o pronome pessoal, o que é quase sempre, mantém a força. E isso, com ou sem querer, abre um fosso entre os interlocutores. Na verdade, lembrou-me este Custe o que custar. o dia em que extingui, com a minha própria saliva entre o polegar e o indicador, a chama já por demais tremeluzente de uma amizade antiga.
Matei-a, é verdade, antes que o Agradeço que diligencie o assunto. que dirigiu a um dos nossos pares me matasse toda a admiração e simpatia de outrora.
Matei-a, é verdade, antes que o Agradeço que diligencie o assunto. que dirigiu a um dos nossos pares me matasse toda a admiração e simpatia de outrora.
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